sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Carta Capital: Política a portas fechadas




Em uma região do norte do Brasil, os braços do Estado encontram dificuldades para alcançar. No local, com área maior que Portugal, mas com população de apenas cerca 650 mil pessoas, os escândalos de corrupção se acumulam nos últimos dois anos. Desta vez, o foco das suspeitas de irregularidades no Amapá recaiu sobre a Assembléia Legislativa.
Em 27 de novembro, os deputados estaduais aprovaram 4 bilhões de reais como orçamento do estado pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2013.
A sessão ocorreu a portas fechadas à imprensa e à população. Acabou em apenas 15 minutos. O fato levou o Ministério Público Federal (MPF) a considerar a aprovação inconstitucional. Em alguns dias, o órgão deve enviar uma recomendação para o cancelamento da sessão secreta e realização de uma nova.
Não é a primeira vez que a Assembléia Legislativa aparece envolvida em irregularidades. Recentemente, um esquema milionário envolvendo deputados estaduais e servidores da Casa desviou mais de 4 milhões de reais por meio de contratos fraudulentos. O episódio levou o próprio presidente da Casa, o deputado Moisés Souza (PSC), a ser afastado.
Há também uma disputa judicial com o Ministério Público Estadual (MPE), que enviou minuta de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para contestar os 100 mil reais mensais de verba indenizatória a cada um dos 24 deputados da Assembleia. Esse valor é quase cinco vezes maior que o recebido pelos 92 deputados estaduais de São Paulo.
Na aprovação da LOA, veículos de comunicação locais filmaram os portões da Assembleia trancados. A Casa informou ao MPF, entretanto, que eles foram fechados após a sessão, e o caso não ganhou repercussão além dos 16 municípios amapaenses. Em seu site, a AL também diz que o processo seguiu o rito de dez leituras em sessões ordinárias antes da votação. Mas o contexto da aprovação desperta desconfianças.
A Câmara realiza sessões ordinárias nas manhãs de segunda, terça e quarta-feira. A aprovação do orçamento ocorreu na tarde de uma terça-feira, em sessão extraordinária. “Não dá para entender por que eles não poderiam esperar. Uma deputada foi informada que a matéria seria votada 13 minutos antes da sessão”, conta Almir Sanches, procurador da República responsável pelo caso. A suspeita é que a correria tenha acontecido para garantir a “integridade” do orçamento da Assembléia em 2013.
Na manhã daquele dia, a deputada Cristina Almeida (PSB) havia tentado protocolar na Assembléia um pedido de audiência pública para discutir o orçamento, além de uma proposta de redução do valor de 156 milhões de reais para cerca de 100 milhões. “Ela foi informada que o sistema de protocolo estava fora do ar e voltaria apenas na quinta-feira. Não havia nenhuma forma de fazer essa protocolarização manualmente”, diz o procurador. “A participação democrática fica prejudicada, pois a deputada representa uma parcela da sociedade e foi impedida de sugerir uma proposta que tiraria 50 milhões de reais da Assembléia e destinaria para outros serviços públicos.”

Sebrae alerta Empreendedor Individual para entrega da Declaração Anual de Rendimentos



O empreendedor deve prestar contas sobre faturamentos mensais referentes ao ano de 2012 , por meio da entrega da Declaração Anual de Rendimentos junto à Receita Federal do Brasil em Janeiro de 2013

Deize Pinheiro            

A entrega da Declaração Anual de Rendimentos inicia em Janeiro de 2013. Realizar a declaração é importante, pois servirá de base de informação sobre o crescimento e organização do negócio. Quem não entregar a declaração está sujeito à multa ao Simples Nacional (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e não poderá emitir o boleto de pagamento do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

O gestor do Projeto Orientação ao Empreendedor Individual do Sebrae, Iranei Lopes, destaca, que também é importante para o empreendedor, o pagamento em dia do boleto do INSS, que contribuirá sobremaneira com a garantia dos benefícios previdenciários, crédito, justiça, entre outros.

Segundo Iranei Lopes, “o empreendedor pode seguir para outra categoria empresarial denominada Microempresa (ME), caso ultrapasse o limite em 20% do faturamento anual que hoje é de R$ 60 mil, caso não ultrapasse ele continuará na categoria de Empreendedor Individual (EI)”; porém, isso só será possível se o mesmo realizar a Declaração Anual no prazo determinado, afirma.

O Sebrae está a disposição para orientação aos empreendedores individuais, e principalmente, sobre a Declaração Anual de Rendimentos, por meios das unidades atendimentos, e/ou no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br)


Índios de Oiapoque liberam obras da banda larga após negociarem com Oi e GEA



Após meses de deliberações, apresentações de propostas e reuniões, finalmente indígenas de Oiapoque liberaram a passagem das obras por suas terras. Com a supervisão do Governo do Amapá, uma reunião ocorrida no início da semana no Museu Kuahí, localizado naquele município, definiu os últimos detalhes para a assinatura do Termo de Compromisso entre a Oi, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque (CPIO) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Com o acordo, mais uma etapa para a chegada da banda larga é concluída. Segundo informações de representantes da Oi, a infraestrutura de posteamento por meio de fibra ótica garantirá boa capacidade na qualidade da conexão para as famílias amapaenses.
Foram mais de cem dias em negociação com o Conselho de Caciques e a tramitação para liberação das licenças à execução dos serviços ao longo da BR-156. O Governo do Amapá, por meio do Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), órgão gerenciador do Programa Conecta Amapá, tem se engajado em todas as etapas para a chegada do serviço.
Por conta dos meses de negociações com representantes das terras indígenas Uaçá, o novo prazo da Oi para conclusão dos serviços da banda larga é no primeiro trimestre de 2013.
Embora as discussões com o os índios estejam ocorrendo desde o semestre passado, as outras frentes de trabalho das obras tiveram continuidade. O plano de execução das ações é dividido em quatro trechos: Macapá/Calçoene, Calçoene/Oiapoque e Guiana Francesa (Saint-Georges) interligando até Fortaleza.
Ratificando o compromisso e respeito do governo e da Oi com os indígenas, é que, mesmo sem a assinatura do termo, o primeiro curso exigido por aquela comunidade já foi ministrado. Na segunda-feira, 10, trabalhadores da RM Telecom, empresa responsável pela execução dos serviços, participaram da capacitação "Educação Ambiental para os Trabalhadores (PEAT)".
Até o momento, 145 quilômetros de fibra ótica e posteamento já foram colocados na BR-156. Ao todo, serão fixados mais de 43 mil postes ao longo das áreas. Os trechos 1 e 4 das obras já estão 100% concluídos. Atualmente, a empresa trabalha no trecho 2 com o serviço de supressão vegetal e, no início de 2013, começa a executar os serviços no trecho 3. Faltam pouco mais de 30% para a conclusão das obras.
Contrapartidas para as aldeias
Três projetos serão destinados às aldeias. O primeiro deles será desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e destinará aos índios os Programas de Comunicação Indígena, Educação Ambiental Indígena e Educação Ambiental para os Trabalhadores. O projeto do Iepé serão subprogramas das medidas mitigadoras e será executado em onze semanas. Nele os indígenas participarão de oficinas, laboratórios e palestras.
O segundo projeto de benfeitoria será executado pela ONG Thydéwá, que estará à frente do Programa de Inclusão Digital Indígena. Nela, a comunidade participará de oficinas de capacitação na área de tecnologia da informação e comunicação digital, com o intuito de multiplicar e difundir o aprendizado nas comunidades. O programa terá a duração de quinze meses, sendo aulas presenciais e a distância. A Thydéwá desenvolve projetos em aldeias indígenas de outros estados brasileiros, mantendo a cultura e apoiando as tradições.
A terceira garantia é o compromisso da Oi com a manutenção preventiva, respeitando os protocolos e costumes das aldeias indígenas. Além disso, a empresa garante o acesso à banda larga gratuitamente às aldeias de Oiapoque e o serviço de telefonia às comunidades.
Isabelle Braña/Prodap


Hollande convida Camilo Capiberibe para jantar e Dilma se surpreende



Um fato inusitado aconteceu na terça (11), durante o jantar oferecido pelo presidente da França, François Hollande, à presidenta Dilma Rousseff. Ao entrar no salão do Palácio Eliseu, onde ocorria o evento, a chefe de Estado brasileira se deparou com o governador do Amapá, Camilo Capiberibe. O curioso é que ele não estava lá a seu convite, mas sim do anfitrião, Hollande. A foto abaixo retrata a parte curiosa da história. Não é a primeira vez que a saia justa acontece. Em 1996, quando o pai de Capiberibe, João, era governador do mesmo estado, ele também foi convidado para um evento pelo então presidente francês Jacques Chirac, sem o conhecimento de Fernando Henrique Cardoso,
à época presidente do Brasil. Ou seja, dezesseis anos se passaram, mas a falta de comunicação permaneceu.