Washington - O presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, volta a Washington nesta quarta-feira sem
muito tempo para saborear sua vitória eleitoral, já que terá de enfrentar
desafios econômicos urgentes, uma iminente batalha fiscal e um Congresso ainda
dividido, capaz de bloquear cada iniciativa sua.
Obama
derrotou o desafiante republicano Mitt Romney na votação de terça-feira e usou
o discurso da vitória, diante de uma entusiasmada multidão em Chicago, para
adotar um tom conciliador.
Mas,
à luz fria da manhã seguinte à jornada eleitoral, ficou claro que, embora os
eleitores tenham garantido um segundo mandato a Obama, o presidente terá
dificuldades para traduzir isso em força política para impor sua pauta.
Sua
preocupação mais imediata será confrontar o "abismo fiscal" de
aumentos tributários automáticos e cortes de gastos, medidas que podem
interromper a trajetória de recuperação da economia, e os mercados financeiros
globais refletiam isso nesta quarta-feira, quando Wall Street operava em clima
de desânimo pós-eleitoral.
Os norte-americanos
preferiram conservar o "status quo" de um governo dividido em
Washington. O Partido Democrata manteve a maioria no Senado, mas a oposição
republicana conseguiu novamente formar maioria na Câmara, o que lhe dará
poderes para barrar iniciativas do presidente em qualquer tema, de impostos a
reforma da imigração.
Essa é a realidade
política que Obama encontrará quando voltar a Washington, na noite desta
quarta-feira, após obter sobre Romney uma vitória bem mais apertada do que na
sua histórica eleição como primeiro presidente negro do país há quatro anos.
Mas isso não o
impediu de se deleitar com o resultado eleitoral junto com milhares de
admiradores, já na madrugada desta quarta-feira em Chicago, cidade onde fez
carreira política.
"Vocês votaram
por ação, não pela política de sempre", disse Obama, propondo acordos
bipartidários para reduzir o déficit, reformar o código tributário e as leis de
imigração e diminuir a dependência do petróleo importado”.
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