sábado, 17 de novembro de 2012

ENCONTRO DE GESTORES DE TURISMO SELA PACTO DE INTEGRAÇÃO ENTRE ESTADOS DA AMAZÔNIA


O Encontro dos Gestores de Turismo da Amazônia Legal, sediado no monumento Marco zero do Equador como parte do cronograma de ações do Amazontech 2012, resultou em um pacto de integração acerca do turismo náutico entre os estados do Amapá, do Pará e do Amazonas.

O Projeto de Turismo Naútico Integrado na Amazônia apresentado durante o encontro foi referendado, e isso significa que, a partir desse acordo selado, os três estados trabalharão de forma conjunta. Assim, exercendo um papel fundamental na captação de transatlânticos para aportar nas regiões e também na fomentação do produto amazônida, inclusive na elaboração de material promocional e na montagem do roteiro interligado

Um dos fatores que facilitaram esse acordo foi a discussão com tema central sobre os "Transportes na Amazônia Legal como instrumento de Desenvolvimento Regional", onde foram abordados demandas, gargalos e possibilidades com relação ao transporte da Amazônia, no modal aquaviário, aeroviário e rodoviário, no sentido de desenvolver, fomentar e fortalecer o turismo na região amazônica.

Segundo o titular da Secretaria de Turismo, Sandro Bello, na Amazônia, nessa temporada de transatlânticos, existe a previsão de receber trinta mil turistas do turismo náutico. "Ainda é pouco comparado aos números da região do Caribe, porém a Amazônia tem um enorme potencial turístico, sendo a terceira marca mais conhecida no mundo. Nós temos uma riqueza nas mãos que irá receber todo incremento necessário para que esse segmento cresça", afirmou.

Ainda de acordo com o secretário da Setur, no mês de outubro o transatlântico "Amadea", que estava previsto para aportar no Porto de Santana, não pôde atracar por uma questão de maior entendimento entre a empresa que operava a embarcação e os órgãos portuários.

"Apesar de não ter acontecido o desembarque como esperávamos, através desse encontro conseguimos pontuar algumas questões e chegar a um consenso. O representante da Marinha do Brasil falou da possibilidade de aporte de embarque e desembarque nas duas marés lançantes no mesmo dia. E no próximo dia 7 de dezembro já está confirmado um aporte no Porto de Santana do navio transatlântico "Princeda", com cerca de um mil turistas americanos", comemorou.

Com o pacto firmado entre os estados, o Governo do Amapá dará continuidade às inúmeras ações do plano de gestão que proporcionou a revitalização do bondinho, Museu Sacaca, Biblioteca Pública Elcy Lacerda, Monumento Marco Zero, entre outros, espaços esses que fazem sucesso com os turistas, fomentando a economia local.

Para conferir palestras, participar de oficinas, rodadas de negócios, atividades científicas e curtir atrações culturais, aproveite o último dia da 8ª edição do Amazontech 2012, que se encerra neste sábado, 17, no Complexo Meio do Mundo. zona Sul de Macapá.

Feira do Livro do Amapá ganha destaque nacional


CRÔNICA DO LOYOLA NO ESTADÃO SOBRE A FLAP E A BELA MACAPÁ

MACAPÁ - Equilibro-me sobre fina barra de ferro, tentando manter-me em pé. Estou em uma situação curiosa. Não estou em lugar nenhum. Claro que é força de expressão, caminho na latitude 0º, é o que leio na placa aos meus pés. Se cair para a esquerda - meio da tarde, estou de costas para o sol -, penetro no Hemisfério Norte. Se cair para a direita, toco o Hemisfério Sul. Tênue linha divide o Brasil, a Terra. Subitamente, não estou aqui, equilibro-me sobre os trilhos de minha infância, quando o desafio era não cair, era manter-se de pé sobre estreita língua de aço.
Latitude 0°. Marco Zero da capital do Amapá, que indica a passagem da linha do Equador. Nos dias do equinócio, bianual, março e setembro, o sol atravessa um círculo em um monumento de concreto e acompanha certeiro essa linha. Fronteira que atravessa igualmente o meio do estádio Zerão, levando os jogadores a atuarem um tempo no Hemisfério Sul, outro tempo no Norte. Situação insólita. Grande, diverso e curioso este Brasil. Faltava-me apenas o Amapá para concluir um périplo (epa!) por todos os Estados brasileiros, ao longo destes anos. Fechei o trajeto.
Certo dia, Carla Nobre, poeta, cantadora, se perguntou: "Por que todos têm uma feira de livros, menos o Amapá?" Foi lá e convenceu o jovem governador Camilo Capiberibe, que concordou: "Organize, dou sustentação". Havia no ar uma certa hesitação. Quem iria para tão longe? Afinal, não se chega a Macapá por rodovia, não há como. É barco ou avião, o que aumenta a excitação. Só duvidava quem não conhecia Carla e os escritores amapaenses e brasileiros contemporâneos. Ela e um grupo de assessore(a)s sorridentes e incansáveis buscaram parceiros e estruturaram a primeira Flap, Feira de Livros do Amapá.
Durante cinco dias, mais de 70 escritores (três internacionais) do Amapá e do Brasil, entre poetas, cronistas, dramaturgos, romancistas, ensaístas, contadores de histórias, se encontraram, conversaram com o público, foram às escolas, autografaram livros, frequentaram oficinas e cafés literários, participaram de mesas-redondas, de rodas de conversas e do Rufar e do Corredor literário. Houve a Tapaina das Palavras, com encontros e autógrafos. Tapaina é palavra indígena, da tribo dos vajãpis, e significa habitação.
Cada começo de noite, num palco ao ar livre, havia poetas e cantadores. Qual o diferencial da Flap? Ela é aberta, tudo é gratuito, a população participa. E como! Foi o maior ti-ti-ti. Era difícil circular pela feira de livros, sempre congestionada. Gente curiosa, gente feliz, gente a nos fotografar, a pedir autógrafos, a perguntar.
O governador injetou R$ 90 mil em vale-livro e o que se viu foi estudante (e professor) por todo lado com o vale na mão, comprando, comprando. (*) Ele e a mulher, a linda Cláudia, passaram todos os dias pela feira, o que me pareceu inusitado; em geral, autoridades desaparecem. Foi mais longe o casal, ofereceu na residência oficial um jantar com pratos típicos para todos os participantes.
Leandro Leite Leocádio, poeta e um dos organizadores da Off Flip, em Paraty, afirmou em seu blog: "A Flap nasceu grande, parece que já tem cinco anos, tudo funcionou azeitado." Carla Nobre tem "musculatura", mexe, remexe, leva escritor, organiza, comanda, esbraveja, sorri, vê o que funciona e o que não, acompanhada por um fiel escudeiro, o marido Bené, doce figura. Esta primeira Flap teve como patrona Esmeraldina dos Santos, poeta e escritora quilombola.
Macapá é cidade quente, arborizada, cheia de praças. O orgulho do povo é ser a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas. Nem Manaus (Rio Negro) nem Belém (Rio Pará) podem ostentar o título. De margem a margem são 17 quilômetros, o que deixa embasbacado (epa!) um paulista como eu. As águas são pontilhadas por ilhas. Soube que são milhares! Imperdível - e necessário - é comer o camarão no bafo com açaí, mais farinha d'água e farofa, nos fins de tarde, à beira-rio. E deixar espaço para enfrentar o peixe ao molho de leite de coco, ou a maniçoba (a feijoada deles), o pirarucu crocante, o tucunaré grelhado ao creme e banana. Não esquecer de acrescentar pingos de tucupi com pimenta. Falando em tucupi, aqui também se come o pato nesse molho. Há ainda o charque, o tacacá, o tucunaré na chapa com leite de castanha, o filhote, o tambaqui, o gurijuba, a dourada e o matrinchã. Uma semana para experimentar todos. Caminhando pela orla, deparamos com vendedores de roletes gelados de cana.
Cuidado com o que ouve e com o que fala. Algumas dicas são necessárias. Se alguém disser que você é panema, saiba logo que está dizendo que você é paradão, abestado. Praticamente o mesmo que pomba-lesa. Se disserem fanchião, saiba que é vencedor, gabola, metido a besta. Fona quer dizer o último, insiguerado é viciado. Istórdio é ressaca, ficar doente. Jarana é o mão-de-vaca. Donzela é um tipo de bolacha, enquanto "dor de viado" é uma dor na altura do umbigo, por causa ao cansaço.
Capô de fusca é mulher que tem a genitália avantajada. E quando alguém ao seu lado comentar xilis-zire, saiba que disse: deixe eles irem. Só tome cuidado com a pissica, ou má sorte, mau agouro, azar. E olhe meu conselho: não saia de Macapá sem antes tomar uma boa gengibirra gelada. Quanto mais toma, mais disposto fica.
Chamada capital do meio do mundo, Macapá tem uma estátua de São José, padroeiro da cidade, colocada no alto da Pedra do Guindaste. Embaixo dessa pedra mora uma cobra grande que bebe a água do rio, de modo que as águas não sobem. Se a cobra for tirada dali, o Amazonas cresce, sobe e inunda a cidade.
(*) Aproveito para mostrar minha indignação. Diante de gestos como esse, de alguém que entende o papel do livro e sua importância, lembro que na semana passada fui a Itapeva, para a Feira de Livros, organizada com imenso sacrifício por um grupo e praticamente sem verbas. Procurada, a secretária de Educação desdenhou oferecendo nada mais nada menos que mil reais. Uma esmola. Depois, ela foi à abertura e falou da necessidade de feiras e foi fotografada. Nas mãos de gente assim está a educação em muitos lugares do Brasil.
Paraty marca presença na Feira do Livro do Amapá


Entre 3 e 7 de novembro, um grupo de artistas de Paraty esteve na FLAP, 1º Feira do Livro do Amapá, participando de atividades em vários espaços situados nas proximidades do Rio Amazonas, que banha a cidade de Macapá.

No Teatro das Bacabeiras, o escritor Ovídio Poli Junior mediou a palestra de Ignácio de Loyola Brandão, convidado especial da Feira. Ovídio esteve também em escolas estaduais conversando com estudantes e educadores e deu uma palestra sobre Monteiro Lobato a alunos de ensino médio, além de participar de uma avaliação com os organizadores da Feira ao final do evento.

A artista plástica Olga Yamashiro conduziu durante três dias uma oficina de leitura, ilustração e encadernação artesanal de livros para estudantes e professores na Escola de Administração Pública do Amapá. A oficina teve como tema o livro “A rebelião dos peixes” (de Ovídio Poli Junior) e contou com a participação dos ilustradores da obra, Pedro e Marcus, filhos do casal. Ao final da oficina cada participante saiu com um exemplar ilustrado do livro

Os escritores Flávio de Araújo e Leandro Leite Leocadio marcaram presença em vários momentos da Feira, participando de leituras nos saraus que aconteceram às margens do Rio Amazonas e também de debates em escolas estaduais, conversando com escritores, alunos e professores.

Os convidados da Feira foram recebidos em um jantar oferecido na residência do governador Camilo Capiberibe e da primeira-dama Claudia Camargo Capiberibe, que deram apoio decisivo para a realização da primeira edição do evento. O governo estadual destinou cerca de 100 mil reais para a distribuição de vale-livros a estudantes e professores, valor que deverá ser triplicado no ano que vem.

O grupo de Paraty fez uma travessia no Rio Amazonas e visitou uma escola na Ilha de Santana, onde os organizadores da Feira fizeram entrega de livros a estudantes ribeirinhos. O grupo conheceu também o Museu Sacaca (dedicado à cultura das comunidades tradicionais locais) e o magnífico Quilombo do Curiaú (extensa área com criação de búfalos e gado bovino, que na seca se assemelha a uma savana africana e no período de cheia aos alagadiços do Pantanal). Sem falar da travesssia do Rio Amazonas.

Os artistas de Paraty foram recebidos com grande carinho por Carla Nobre e Benedito de Queiroz Alcântara, organizadores e entusiastas do evento. Em julho, Carla Nobre e uma comitiva de artistas amapaenses estarão em Paraty durante a FLIP e participarão da programação da OFF FLIP (na qual estiveram em 2006 com o grupo Abeporá das Palavras).
 
 

Baixa do rio Tartarugalzinho prejudica abastecimento de água


Um fenômeno inédito esta acontecendo no município de Tartarugalzinho. O rio do mesmo nome que banha a cidade esta seco, inviabilizando o bombeamento de água pelo sistema de tratamento da CAESA que abastece os habitantes. A situação é gravíssima já que a bomba que faz a captação esta no seco sem conseguir emergir devido ser tão baixo o nível do rio. O forte verão que castiga o estado foi o que levou a gritante baixa do rio que hoje mais parece com um córrego. Preocupado com o drama do abastecimento de água que vive o município o deputado estadual Bruno Mineiro esteve junto a FUNASA buscando alternativas. “A Baixa do rio é muito preocupante e não há uma solução em curto prazo, é preciso urgente que a CAESA construa uma nova adutora vindo de Tartarugalgrande, so assim evitaríamos o transtorno que agora vemos”. disse o Deputado. Se a chuva não chegar à alternativa paliativa será em abastecer a população com carros Pipas. Alguns desses veículos já estão em atividade no município.  Outro grave problema é que reforça a necessidade de uma nova central de captação de água no município, é que existem muitas residências as margens do Rio que jogam esgotos contaminando a água. A situação de abastecimento de água em Tartarugalzinho é muito grave.
Texto Ascom dep Bruno Mineiro.

Equipe de transição trabalha para não perder recursos do PAC


Em consulta prévia feita ao Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, referente a recursos de 2012, a Comissão de Transição do prefeito eleito de Macapá, Clécio Luís (PSOL), detectou que a prefeitura de Macapá cadastrou o município para dois projetos que podem não sair do papel se os prazos para apresentação de projetos não forem cumpridos. O montante é superior a R$ 19 milhões em recursos para pavimentação e sistema de água.

A primeira proposta, no valor de R$ 9 milhões, é destinada a projeto de recuperação de vias de grande fluxo no centro da cidade. Trata-se do polígono que compreende a av. Feliciano Coelho, a rua Leopoldo Machado, a av. Ernestino Borges, fechando com a rua Cândido Mendes. O dinheiro servirá para melhorar essas vias com drenagem, meio-fio, calçadas com acessibilidade e mobilidade urbana no padrão exigido pela legislação federal. Para que o recurso não seja perdido, a equipe de transição trabalha junto aos técnicos da PMM para que o projeto seja apresentado até a próxima, sexta-feira (23), prazo limite.

Para a construção do sistema isolado de abastecimento de água no Distrito do Coração, há R$ 10.200.000,00 cadastrados no PAC Saneamento. Com esse recurso será possível construir a elevatória, o reservatório para tratamento e distribuição, além da rede de distribuição domiciliária. Para esse fim, o prazo é um pouco mais elástico, até o final do ano. Mas, a equipe também atua para que o valor não seja perdido.

Márcia Corrêa

Jornalista

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Governador Camilo reúne-se com prefeitos eleitos e garante parceria para reconstruir o Amapá


A primeira reunião do governador Camilo Capiberibe com os prefeitos eleitos no último pleito foi pautada pelo relato de problemas comuns nos municípios, demonstração da atuação do governo do Estado em cada local e compreensão de todos da necessidade urgente de parceria para encontrar soluções às dificuldades. O encontro aconteceu nesta quarta-feira, 14, e contou com a presença de 12 dos 16 prefeitos, além dos secretários de Estado da Educação, Saúde, Inclusão e Mobilização Social e dos diretores do Departamento Estadual de Trânsito e da Companhia de Água e Esgoto do Amapá.
Os prefeitos que assumem o cargo pela primeira vez, ou após um período em outra função, relataram problemas em comum que terão de ser resolvidos nos municípios. Os que foram reeleitos - Maria Lucimar, de Calçoene, e Valdo Isacksson, de Ferreira Gomes - agradeceram a parceria com o GEA nos dois últimos anos, mas solicitaram a presença do Estado para alguns setores. Todos pediram apoio do governador para resolver problemas de várias ordens, desde necessidades básicas até investimento para festejos tradicionais.
Saúde, educação, salários atrasados, ramais em condições precárias, limpeza e água compõem o quadro das dificuldades enfrentadas pelos moradores de cada município e dos desafios dos prefeitos. O item saúde foi o principal alvo, tanto pelo que diz respeito ao GEA quanto às prefeituras. A reclamação geral foi pela falta de profissionais, hospitais, unidades básicas de saúde, ambulância e de programas como o Saúde da Família (PSF). "Não temos médico, nem ambulância, usamos veículos particulares para prestar socorro", apontou o prefeito eleito de Pracuúba, Antônio Carlos.
O secretário-adjunto da Saúde, Robério Monteiro, esclareceu que a dificuldade do Estado não é com pagamento de médicos e sim com a permanência deles em locais mais afastados. "O concurso da saúde não teve inscrições para alguns municípios, em outros não houve aprovados. Temos de encontrar uma maneira de resolver essa situação", argumentou o secretário. Sobre a falta de ambulância, ele relatou que o Ministério da Saúde vai enviar, até março do próximo ano, 24 ambulâncias para o Estado.
Robério anunciou investimentos estaduais e federais na saúde pública dos municípios. "Através da Rede Cegonha, serão investidos R$ 27 milhões nos municípios. Estão previstos, no orçamento de 2013, R$ 19 milhões para infraestrutura geral de hospitais. Garantimos R$ 100 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para hospitais de Macapá, Santana e Laranjal do Jari e temos emendas federais para hospitais da capital. Alguns municípios sofrem por falta de investimentos na Atenção Básica. A partir de 2013, a nossa proposta é que o Estado coordene mudanças na política de saúde municipal. Vamos discutir esses assuntos durante o seminário da saúde em 2013, com todos os gestores", detalhou.
Na educação, a municipalização é a principal preocupação dos prefeitos. O governo federal definiu, desde a década de 90, que o ensino fundamental é de responsabilidade das prefeituras e não dos governos estaduais. O problema das prefeituras está na implementação dessa política por falta condições.
O secretário de Educação, Adalberto Carvalho, acalmou os gestores. "O processo de municipalização está em andamento, não estamos mais atendendo a 1ª série do ensino fundamental e, em breve, passaremos para os municípios até o 4º ano. Mas os procedimentos serão planejados junto com as secretarias municipais de Educação, todas as dificuldades e vantagens serão avaliadas", ressaltou.
O diretor da Caesa, Ruy Smith, elencou as ações e investimentos da Companhia e dos governos estadual e federal, mas deixou claro que os municípios também têm responsabilidades sobre água e esgoto.
O diretor do Departamento de Trânsito, Sávio Pinto, também afirmou que a criação de sistemas municipais de trânsito é uma saída para resolver problemas e aumentar a arrecadação municipal.
Quanto aos ramais e rodovias, o governador Camilo explicou que a melhoria de ramais está dentro do Plano Rodoviário Estadual, que depende da aprovação da Assembleia Legislativa para captação de recursos do Pro-Invest. "Estamos construindo uma relação de respeito e compromisso com os prefeitos e afirmo que o GEA vai investir em todos os municípios. Todos sabem das dificuldades pelas quais o Estado passa, tomamos medidas importantes que nos impõem dificuldades, mas vamos fazer nossa parte para ajudar a desenvolver o Amapá a partir dos municípios. As contrapartidas estão garantidas, a intenção é investirmos mais em limpeza e outros serviços essenciais. Vamos ainda estudar a parceria para resolver questão de resíduos sólidos, que, para nós, assim como a água, é questão de saúde", salientou.
O governador pediu apoio aos prefeitos para que façam gestão junto à Assembleia Legislativa para a divisão justa do orçamento estadual de 2013. "A redução dos orçamentos dos Poderes é importante para garantir mais recursos a projetos importantes para o progresso de cada município. A divisão tem de ser equivalente à necessidade de cada Poder, por isso, quero contar com a compreensão de todos para equilibrarmos os orçamentos", finalizou o governador.
"Essa iniciativa de trazer os prefeitos para junto do governo estadual, discutir problemas e encontrar soluções, é um passo muito importante. O governador Camilo está de parabéns, com certeza todas as prefeituras precisam dessa proximidade. Quero o Estado como parceiro de Santana", destacou o prefeito eleito do município, Robson Rocha.

Comissão de Transição oficia pedido de documentos à PMM


O coordenador da Comissão de Transição do prefeito eleito Clécio Luís, economista Charles Chelala, entregou ontem ofício ao secretário Antônio Meireles, solicitando informações administrativas, orçamentárias, contábeis e financeiras da Prefeitura. “O povo de Macapá espera que as informações sejam fornecidas no prazo que sugerimos”, disse Chelala. O prazo é de sete dias.
Ele considera que a transição tem o objetivo de oferecer condições para que o prefeito eleito possa receber do atual prefeito todos os dados e informações necessários à implementação do programa do novo governo. Sem essas informações “é como assumir no escuro” enfatizou Chelala. Para ele o processo é imprescindível para que os serviços prestados pela prefeitura não sofram interrupções.
Ressalta ainda que o processo de transição “deve ser pautado pelos princípios da colaboração entre o governo atual e o eleito, pela transparência da gestão pública, pelo planejamento da ação governamental, pela continuidade dos serviços prestados à sociedade e, acima de tudo, pela supremacia do interesse público”.
Eis a relação de documentos solicitados.

Randolfe critica excessos orçamentários da Assembleia Legislativa


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) criticou, nesta terça-feira (13), o que classificou como excessos financeiros e orçamentários cometidos pela Assembleia Legislativa do Amapá. Ele chamou o orçamento da casa legislativa de ”criminoso” e criticou a falta de transparência no uso dos recursos públicos.
Randolfe afirmou que desde 1994 há uma prática continuada de superdimensionamento das despesas do poder legislativo, o que teria condenado o estado a passar anos sem investimentos em necessidades básicas da população.
- Essa manobra passou a ser corriqueira ano a ano, de 1995 até agora. A Assembleia Legislativa, nesse período, teve gasto anual de quase R$ 100 milhões – disse.
O senador lembrou que o Ministério Público, em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou, em maio deste ano, a operação Eclésia, destinada a investigar supostas irregularidades no uso de recursos públicos pelo Legislativo do estado.
Randolfe destacou que, em decorrência da operação, o Tribunal de Justiça do Amapá recebeu, em outubro, denúncia formulada pelo Ministério Público contra os deputados estaduais Moises Souza e Edinho Duarte, respectivamente presidente e secretário-geral da assembleia.
- A investigação do Ministério Público deu conta da organização de uma fraude envolvendo esses parlamentares que dirigem a Assembleia Legislativa e a Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados do Amapá, a Cootram – ressaltou.
O senador destacou que o TJ do Amapá acatou a denúncia e afastou os parlamentares da presidência e da secretaria da assembleia, mas lembrou que a ação não resultou em redução de orçamento para 2013.
- O que ocorre com a Lei Orçamentária deste ano, no meu estado? A Assembléia Legislativa superestima essa receita ignorando todo o mundo, todo o planeta que existe ao redor, só com um intuito: ampliar os seus repasses orçamentários.
Agência Senado

Ministério libera R$ 4 milhões para combate à malária no Amazonas e Amapá


Brasília – As ações de controle da malária em 20 municípios do Amazonas e seis do Amapá, locais com o maior número de casos da doença, vão receber R$ 4 milhões do Ministério da Saúde. O dinheiro será transferido, em parcela única, diretamente do Fundo Nacional de Saúde para o fundo dos municípios.
O município de Serra do Navio, no Amapá, vai receber o maior valor: R$ 357.435,26. Eirunepé, no estado do Amazonas, ficará com R$ 270.428,39. Os recursos deverão ser usados na intensificação das medidas de prevenção e controle como realização de diagnóstico, tratamento, controle vetorial e supervisão dos casos de malária.
O combate ao mosquito transmissor da doença prevê dragagem de áreas alagadas, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do mosquito limpeza das margens dos rios e riachos, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho da população e uso racional da terra entre outros.
Medidas pessoais, como o uso de mosquiteiro com inseticida, telas nas portas e janelas e repelente também são eficazes. Além disso, é importante evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito – começo da manhã e final da tarde.
Nos últimos seis anos, houve uma queda de 56% dos casos de malária em todo o país. Entre 2005 e 2011, as notificações diminuíram de 607,7 mil casos para 267 mil. De acordo com o Ministério da Saúde, a redução é resultado da adoção de medidas como a descentralização das ações de prevenção, o aumento dos investimentos e a capacitação de profissionais de saúde.

Amazontech, em Macapá, reúne produtores rurais de nove estados


Móveis feitos com tampas de latinhas de alumínio, ideia vinda de Roraima, sandálias de capim dourado da região do Jalapão, no Tocantins, telefone movido à energia solar são exemplos de produtos com inovação tecnológica empreendedora.
São os chamados negócios sustentáveis, tipo de mercado que a Amazontech procura valorizar.
O evento que começou em 2001 no estado de Roraima, chega à oitava edição no Amapá. No espaço montado em Macapá, também ocorrem reuniões de reitores de universidades públicas, de secretários de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia e de parlamentares da Amazônia.
São mais de 50 eventos diários, 150 cursos e oficinas, mais de 120 expositores em 10 ambientes diferentes, como áreas reservadas ao artesanato, aos produtos de beleza e à demonstração de experiências científicas.
O espaço que mais chama a atenção dos visitantes é uma praça verde montada pela Embrapa.
Todo o plantio ocupa uma área de um hectare e começou a ser preparado há sete meses. A Embrapa chama de 'vitrine viva de tecnologias', que podem ser reproduzidas no campo, mesmo de espécies que não são originárias da região.
São mais de 80 tipos de experiências tecnológicas e algumas podem ser testadas na hora pelo visitante. O feijão caupi, rico em zinco e ferro, ganhou aprovação.
 

Começa a oitava edição do Amazontech em Macapá



Desde o último dia 13 até o próximo sábado (17), Macapá é a capital da Amazônia.  O motivo é a realização da oitava edição do Amazontech  em seu território , mais especificamente no Complexo Meio do Mundo,  que abrange o Monumento Marco Zero do Equador, Escola Sambódromo de Artes Populares e Cidade do Samba.
Este é provavelmente o maior evento já realizado na capital do Estado do Amapá. O objetivo  do Amazontech 2012 é igualmente grande e desafiador: apresentar novos rumos para a ciência, inovação, tecnologia e negócios sustentáveis da Amazônia Legal. As instalações onde vão ocorrer as diversas atividades são típicas de um megaevento. A Carta do Amapá será o documento que representará as propostas coletadas ao longo do processo participativo de organização do evento, que percorreu os estados da Amazônia Legal e será encaminhada aos três poderes da República. Este documento será o diferencial político e estratégico em relação às edições anteriores.
O Amazontech 2012 é uma realização do Sebrae Amapá em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Governo do Estado do Amapá.As edições anteriores foram  do Amazontech realizadas, a partir de 2001 em: Boa Vista (RR); Manaus (AM); Rio Branco (AC); Cuiabá (MT); Belém (PA); São Luis (MA); Palmas (TO).
A  solenidade de abertura,  realizada na noite desta terça terça-feira,  foi concorrida. O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, compareceu acompanhado pela vice-governadora, Dora Nascimento.  Ministros de Estado de várias pastas se fizeram representados no evento.  Entre os presentes estavam:  senador João Alberto Capiberipe; Roberto Simões, presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae Nacional;  Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional; João Carlos Alvarenga, diretor superintendente do Sebrae AP; Ana Dalva Ferreira, diretora técnica do Sebrae AP; Valdeir Garcia, diretor administrativo financeiro do Sebrae AP; entre outros.
“O Amazontech não é uma feira. É um evento que vai muito mais longe do que isso”, afirmou o diretor superintendente do Sebrae AP. “ A Amazônia se propôs a lutar por inovação, tecnologia e mercado e o Amazontech foi se transformando em um ambiente de discussão de oportunidades para a região.  Uma discussão feita por nós, que vivemos na Amazônia, nós que somos a Amazônia”, ressaltou Alvarenga.
Ele destacou a extensa programação do Amazontech, composta por seminários, palestras magnas, oficinas, capacitações técnicas, eventos estratégicos, lançamentos de publicações, eventos científicos, apresentações culturais, gastronomia, rodadas de negócios, mostra de multimídia, exposições, dia de campo, etc. Todos os espaços do Complexo do Meio Mundo, com 45 mil m² , serão ocupados pelos eventos da programação, que começam às 8h e prosseguem até as 22h. Estima-se que 45 mil pessoas visitarão o evento, até o sábado (17). A entrada é franca.

Significado
A oitava edição do Amazontech agradou superintendentes estaduais do Sebrae da Amazônia Legal. “Essa edição do Amazontech no Amapá  é  especial, pois é uma consequência do conceito de sustentabilidade, que as micro e pequenas empresas devem adotar para serem competitivas no mercado globalizado”, afirmou José Guilherme Ribeiro Barbosa, superintendente do Sebrae MT. “. Para as três esferas de governo,  esse evento é uma sinalização de que devem dar atenção especial para tecnologia, considerando que são poucos os centros tecnológicos na Amazônia para dar suporte ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas”, ressaltou.
“A grande importância do Amazontech 2012 é dar continuidade ao processo de pesquisa e desenvolvimento tecnológico  na região norte, dando condições aos empresários das micro e pequenas empresas de desenvolver produtos e serviços, aproveitando seu potencial de forma sustentável e lucrativa”, destacou Márcia Rodrigues de Paula, superintende do Sebrae TO.
 Carta de Macapá
O Amazontech 2012 terá um diferencial político e estratégico em relação às edições anteriores. O Fórum dos Governadores da região amazônica vai ocorrer, durante o evento, e deverá referendar a  Carta do Amapá, que traz propostas  coletadas durante encontros realizados  nas capitais, antes do Amazontech. Esse documento será entregue aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A ideia é instituir, ainda, uma secretaria do Amazontech para acompanhar o andamento das propostas constantes da Carta de Macapá, segundo Alvarenga
“O Fórum dos Governadores vai coroar o Amazontech. Este é o momento de fortalecer a vocação técnica da Amazônia.  Queremos a Amazônia desenvolvida e autosuficiente”, enfatizou o diretor superintendente do Sebrae AP
Outros dois fóruns também serão realizados, durante o Amazontech 2012: das universidades federais e das secretarias estaduais de meio ambiente da região amazônica.

domingo, 11 de novembro de 2012

Governador diz que queda do FPE preocupa pagamento do décimo terceiro



 Durante entrevista concedida na sexta-feira ao programa Pauta Livre, o governador Camilo Capiberibe se declarou preocupado em relação ao pagamento do décimo terceiro dos servidores públicos do Estado.
De acordo com o governador, a redução do IPI por parte do governo federal reduziu os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) aos Estados e atinge diretamente as unidades onde o Fundo  representa a maior fatia do orçamento. Dados do próprio governo federal mostram que o repasse do FPE ao Amapá caiu de R$ 140 milhões em janeiro para cerca de R$ 70 milhões em outubro, com isso o orçamento de 2012 deverá ficar praticamente igual ao orçamento de 2011.
Aliado a queda do fundo, o executiva  vem sendo ainda obrigado a repassar aos demais poderes, e mais o Ministério Público e Tribunal de Contas,  o percentual  do orçamento  estimado pelo legislativo e não o arrecadado pelo governo. Atualmente, enquanto a Assembléia Legislativa dispõe de R$ 20 milhões em caixa, o Estado enfrenta dificuldades para manter programas sociais, pagar fornecedores, prestadores de serviço e até  o décimo terceiro salário.
O governador anunciou que pretende reunir  nos próximos dias com os dirigentes dos demais poderes para tratar da situação financeira do Estado e tentar sensibilizá-los no sentido de garantir recursos ao executivo, objetivando evitar problemas ainda maiores como, por exemplo, o atraso de pagamentos.

Dalva aciona Ministério do Trabalho para mediar negociação entre trabalhadores e empresa Jarí Celulose



A deputada federal Dalva Figueiredo (PT/AP) acionou na quinta-feira (08/11) o Ministério do Trabalho e Emprego para mediar as negociações entre o Sindicato dos Trabalhares da Indústria de Celulose de Laranjal do Jarí e Monte Dourado (Sintracel) e a empresa Jarí Celulose S/A (Jarcel) a respeito do Plano de Modernização Administrativa e da Planta de Produção, que segundo os trabalhadores prevê a demissão de mais de 5 mil funcionários.

Em resposta a solicitação da deputada, o Superintende Regional do Trabalho no Amapá, Adonias Oliveira, informou que designou o setor de fiscalização do órgão para acompanhar o assunto. A medida adotada pela parlamentar pretende assegurar a manutenção dos postos de trabalhos durante o período de ampliação do parque industrial da Jarcel, localizado no município de Almerim/PA, com previsão de 10 meses em obras.

Segundo a Deputada Federal Dalva Figueiredo a demissão em massa de trabalhadores naquela região ocasionará problemas imensuráveis para população do Vale do Jarí.
“Por isso acredito que seja possível uma saída negociada entre o Sindicato e a empresa para manter os empregos. Defendo que o poder público tem que acompanhar esse caso”, comenta a deputada Dalva.

Governador Camilo inaugura UPC de Santana nesta sexta, 9



O governador Camilo Capiberibe e o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto Marques, inauguram nesta sexta-feira, 9, às 17h30, a Unidade Integrada de Polícia Comunitária (UPC) na área portuária de Santana.
Precedida de planejamento minucioso e da "Operação Saturação" do Bope ao longo da semana, a UPC de Santana contará com o reforço de 38 policiais militares e beneficiará a comunidade do Ambrósio, com cerca de 5 mil habitantes, até então considerada a área mais violenta do município.