Em
uma eleição disputada, vencida com apenas 2.369 votos, a vitória e o
posicionamento do futuro prefeito de Macapá, Clécio Luís, obriga o PSOL a
rediscutir seu papel a frente de uma administração pública. Defendendo uma
composição de forças para garantir a governabilidade, Clécio revela o primeiro
antagonismo de uma legenda que nasceu da crítica ao PT e as suas políticas de
aliança. Durante o segundo turno das eleições, o futuro prefeito recebeu
críticas de membros da direção nacional da legenda que foram contra a adesão do
DEM e do PSDB à campanha.
Geógrafo por formação, o prefeito eleito de Macapá está no seu segundo mandato na Câmara municipal e é suplente do senador Randolfe Rodrigues (PSOL) - uma das estrelas da CPI do Cachoeira. Clécio, que já foi policial civil, secretário estadual de educação e líder estudantil, terá pela frente o desafio de governar Macapá que tem o sexto pior índice de desenvolvimento humano (IDH) entre as capitais brasileiras. E que, há dois anos, viu seu atual prefeito - adversário de Clécio nessas eleições-, Roberto Góes (PDT), sair algemado de casa pela Polícia Federal por envolvimento em um suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá.
Geógrafo por formação, o prefeito eleito de Macapá está no seu segundo mandato na Câmara municipal e é suplente do senador Randolfe Rodrigues (PSOL) - uma das estrelas da CPI do Cachoeira. Clécio, que já foi policial civil, secretário estadual de educação e líder estudantil, terá pela frente o desafio de governar Macapá que tem o sexto pior índice de desenvolvimento humano (IDH) entre as capitais brasileiras. E que, há dois anos, viu seu atual prefeito - adversário de Clécio nessas eleições-, Roberto Góes (PDT), sair algemado de casa pela Polícia Federal por envolvimento em um suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá.
Clécio
afirma que o momento é de pensar o papel do PSOL na construção política
nacional e diz que não há antagonismo em defender o PSOL ao lado de desafetos
nacionais da legenda. Ele afirmou ainda ao GLOBO que vai buscar diálogo com o
presidente do Senado, José Sarney, um dos três representantes do estado casa
legislativa.
O PSOL pode mudar com a sua eleição?
É
uma bela experiência para dentro do PSOL. Essa eleição é carregada de
simbologia e vai gerar um grande debate. Temos que entender que o PSOL é um
partido nacional e, até para ser uma partido nacional, tem que compreender o
que significa ser um partido num país continental como Brasil. E se quer ser
firmar como um partido nacional, portanto, tem que reconhecer as diferenças
reginais que aqui nos fizeram aceitar apoio e adesões não tão convencionais
como pensa boa parte do partido.
Mas se alinhar ao DEM e ao PSDB nesse segundo turno não vai de
encontro com o que foi pregado na fundação do PSOL em 2005?
Como
governar com esses aliados sem contradizer a marca do PSOL?O grande desafio
será governar sem arredar um milímetro de nossas convicções e nossos
princípios, mas ao mesmo tempo ter capacidade de dialogo com a sociedade. E
quando falo de sociedade é dialogar com a pluralidade que representa a
sociedade. Temos que aprender a dialogar com empresários, profissionais
liberais, funcionários públicos, partidos, com a sociedade em geral. É um
grande desafio de governar uma capital guardando esses princípios que nos
trouxeram até aqui. Vamos falar a verdade, ter a participação popular, um
governo de esquerda, um governo socializante, mas ao mesmo tempo capaz de
dialogar com o conjunto da sociedade e não só com uma parte.
Ver entrevista completa no link
abaixo




