A parceria garante consultas e procedimentos cirúrgicos, acompanhamento e transferência de tecnologia e de conhecimento científico.
Governador Camilo diz que as funções da Prog do Amapá estão sendo resgatadas e ela passa a ser um órgão que assegura a lisura nos atos do Estado (Foto: Márcia do Carmo)
Criado em 1996, o programa atendeu centenas de pessoas de todas as idades que apresentavam problemas oftalmológicos. Na época, o Estado fez parceria com a mesma universidade e realizavam juntos todos os procedimentos, desde a avaliação médica e consulta até acompanhamento pós-cirúrgico e doação de óculos.
Os pacientes tinham direito ainda a alimentação e transporte. Em 2003, ele foi desativado e adotaram o sistema clientelista que somente distribuía lentes. Muitos pacientes que tiveram o tratamento interrompido estão sendo contatados para reiniciarem os procedimentos.
Para a reativação do programa, o Estado está investindo cerca de R$ 2,7 milhões. Com este recurso, serão adquiridos equipamentos para reestruturar o Centro Oftalmológico, e realizados procedimentos clínicos e cirúrgicos, trabalho de prevenção, e pagamento de bolsa, estadia e alimentação dos profissionais da Unifesp. Por sua vez, a universidade se encarregou por manter equipes permanentes para consultas, cirurgias e acompanhamento, promover o intercâmbio de tecnologia e conhecimentos e dar capacitação para profissionais amapaenses.
Mais de 3 mil pessoas aguardam atendimento para a primeira consulta e para dar continuidade ao tratamento interrompido nos oito anos. O secretário de Saúde, Lineu Facundes, prevê que este número chegue a 7 mil, pela carência de tratamento público oftalmológico no Amapá.
\"O alcance social do programa é imensurável. O Estado ficou ausente desde que o Centro Oftalmológico foi desativado e a demanda aumentou. O mutirão irá reduzir esse número, mas ainda assim, seremos bastante procurados\", disse o secretário. Ele assegura que no HCAL estará funcionando a Gerência do Programa para cadastro de interessados.
A previsão é que o Visão para Todos tenha a duração de onze meses, período em que os profissionais trabalham as três etapas. Na primeira serão atendidos pacientes com catarata; na segunda fase, pessoas com problemas oftalmológicos causados por diabetes passam por tratamento; e na terceira etapa serão realizados transplantes de córnea e doação de óculos de grau.
\"Quem não enxerga por falta de cirurgias simples terá a visão de volta, é um gesto que parece simples, mas que depende de vontade política e empenho, e isso estão acontecendo agora\", disse João Batista, do Conselho de Pessoas com Deficiência.
Para o governador Camilo Capiberibe, devolver a visão representa o resgate de uma vida cidadã e com direitos respeitados. \"Trazer de volta o Visão para Todos demonstra que temos capacidade de vencer desafios e promover mudança na vida da população. Chegar até aqui é uma vitória para o governo e para o povo\", disse.
A deputada federal Janete Capiberibe afirmou que a cegueira por catarata será eliminada do Amapá. \"O governo foi ousado e trouxe de volta o programa que mudou a existência de muitas pessoas. Muitos que não enxergam por causa de catarata, mas essa realidade vai mudar\", falou a deputada.
O mutirão oftalmológico do Visão para Todos inicia na segunda quinzena de novembro, com preferência inicial para quem já está cadastrado. O coordenador da Unifesp, doutor Lucas Viana, confirmou que a qualidade técnica será a mesma empregada em São Paulo.
\"Tenham certeza que os pacientes serão atendidos por profissionais competentes e com equipamentos de primeira. Vamos nos unir aos profissionais do Amapá para que os pacientes voltem enxergar e faremos o acompanhamento até o final do tratamento\", encerrou o coordenador.
Mariléia Maciel/Secom
Assessora de Comunicação Social
Secretaria de Estado da Comunicação Social
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