O Amapá foi o grande protagonista do III
Congresso do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, realizado em
Macapá, no Ceta Ecotel. O evento, que foi aberto na última segunda-feira, 5,
encerrou na tarde desta quinta-feira, 8.
Além de fechar importantes parcerias com o
governo federal para regularização fundiária, assistência técnica florestal aos
produtores rurais, entre outros avanços, o Amapá colocou no posto mais alto do
movimento extrativista do Brasil um filho da terra. O amapaense Joaquim Belo foi
eleito por aclamação dos 320 delegados presentes no congresso como novo
presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).
Nascido na comunidade do Foz, no município de
Mazagão, Joaquim Belo, hoje com 50 anos de idade, milita no movimento
extrativista desde a adolescência, quando foi estudar em uma escola família no
município capixaba de Anchieta. Em 1997 retornou ao Amapá, onde disseminou a
filosofia das escolas-família. Por sua luta em favor das comunidades
extrativistas foi convidado a compor o conselho do CNS em 2002. Foi fundador da
Escola Família do Pacuí (distrito de Macapá).
"Agradeço a confiança de todo o
movimento. É um desafio muito grande porque o CNS, na conjuntura atual, abrange
57 Reservas Extrativistas (Resexs), centenas de Projetos de Assentamentos e
congrega mais de 350 mil extrativistas. A presença do governo federal, como dos
ministros (Izabella Teixeira, do MMA, e Pepe Vargas, do MDA) que estiveram
aqui, mostra o quanto o CNS é uma entidade forte.
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