De O Estado de S. Paulo
O grupo político do
presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi derrotado nas principais
cidades do Maranhão e do Amapá. Seus aliados foram derrotados nas capitais dos
dois Estados onde ele construiu sua trajetória política – em São Luís, no
Maranhão, e em Macapá, no Amapá.
Em Macapá, uma frente
partidária, que uniu PSOL, DEM e PSDB, derrotou o atual prefeito, Roberto Góes
(PDT), que tinha o apoio de Sarney. Góes perdeu para Clécio Luís (PSOL), por
uma diferença de apenas 1% dos votos.
Na capital do Maranhão, São
Luís, o candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB) – seu vice-governador,
Washington Oliveira (PT) – acabou em quarto lugar, ficando de fora do segundo
turno.
Principal adversário
político do clã Sarney no Maranhão, o presidente da Embratur, Flávio Dino
(PCdoB), foi um dos articuladores da campanha que levou o deputado federal
Edivaldo Holanda Júnior (PTC) a vencer o grupo Sarney em São Luís. Holanda
desbancou o prefeito João Castelo (PSDB), que obteve o apoio informal dos Sarney
no segundo turno.
Para Flávio Dino, o quadro
eleitoral mostra que o clã Sarney vivencia uma perda de poder:
Para ele, dois fatores
levaram à derrota dos Sarney na capital e nas principais cidades do Estado: um
anseio do eleitorado pela renovação do quadro político e o desgaste de um grupo
que se perpetua no poder.
Outra consequência da
eleição em São Luís foi a divisão do PT: a maioria dos militantes ficou com
Holanda, enquanto uma minoria apoiou o candidato da sigla, o vice-governador de
Roseana. Com isso, o PT deverá seguir dividido no Estado: representantes do
grupo que fechou com Holanda deverão ter espaço na Prefeitura, enquanto uma
minoria ficará com o grupo Sarney, controlando cargos no governo estadual.
Por ora, Dino se movimenta
com o apoio de uma ampla frente política, cuja coluna vertebral é a aliança que
levou Holanda ao poder: PCdoB, PDT, PSB e a dissidência do PT.
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