Projetos inadequados,
falta de licença ambiental, ausência de documentação de área, são alguns dos
itens pendentes que permeiam a complicada situação que envolve os convênios
firmados entre a Prefeitura de Macapá e o Governo Federal na área da
saúde. Os valores dos convênios com cláusulas suspensivas somam mais de R$
1,8 milhão, recursos que a União poderá retomar caso as pendências não sejam
solucionadas até 31 de dezembro de 2012.
Cláusula
suspensiva é aquela que prevê a paralisação da execução do convênio por deficiência
no projeto, por ausência de licença ambiental ou por documentação diária
inadequada. De acordo com levantamento feito na Caixa Econômica Federal, cinco
são os projetos que estão com cláusulas suspensivas. As pendências relacionadas
a tais convênios afetam diretamente a população, uma vez que as obras estão
paralisadas.
São
reformas e ampliação em unidades básicas de saúde (UBS) de quatro bairros
e a construção do Centro de Controle de Zoonoses, que cuida das ações de
prevenção e combate a epidemias próprias do inverno que se aproxima, como
dengue. Com relação a esta última obra, cujo valor do convênio é de R$ 600 mil,
com contrapartida do Município na ordem de R$ 250 mil, o Ministério Público
Federal não aprovou o terreno onde seria erguida. Até o momento a Prefeitura
não apontou outra área para a execução do convênio.
O risco
de devolução de recursos também atinge o convênio de ampliação da UBS do Bairro
Pacoval, no valor de R$ 300 mil, sendo a contrapartida da Prefeitura de R$ 12,5
mil, paralisado por falta de documentação da área; e o convênio para a
ampliação da UBS do bairro Infraero II, na ordem de R$ 300 mil, com
contrapartida de R$ 50 mil, paralisado por pendências na Secretaria Municipal
de Obras (Semob).
Ainda
estão com cláusulas suspensivas os convênios da construção da UBS do bairro
Renascer, no valor de 300 mil, com contrapartida de R$ 12,5 mil, também com
pendência na Semob; e o de ampliação da UBS do Bairro das Pedrinhas, que está
em análise na Caixa Econômica.
De acordo
com informações da Caixa Econômica, todos os recursos dos convênios com
pendências estabelecidas nas cláusulas suspensivas, podem voltar ao cofre da
União se o Município não saná-las ou pedir prorrogação de prazo. O levantamento
consta de relatório prévio apresentado pela integrante da Equipe de Transição
do Prefeito Eleito Clécio Luís, a fisioterapeuta Daniela Pinheiro.
Daniela
esteve em Brasília na semana passada, onde visitou o Ministério da Saúde em busca
de informações e de caminhos para tentar evitar o pior. “Temos sentido boa
vontade do governo federal e da Caixa Economia, no sentido de junto com a
Equipe de Transição encontrar alternativas para que a população não seja
penalizada numa área tão importante como a saúde”, afirmou ela.
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