Devido ao alto índice de reclamações, o Instituto de
Defesa do Consumidor do Amapá (Procon/Ap) realizará nesta sexta-feira, 23, uma
ampla fiscalização nas empresas operadoras de planos de saúde em Macapá. A ação
tem como foco principal verificar as obrigatoriedades como preços cobrados
pelos planos, independente de idade, cláusulas contratuais, marcação de
consulta, autorização de exames, tempo de espera, dentre outras.
Alguns consumidores afirmaram no ato da denúncia que
reclamaram com a direção dos planos, mas nada adiantou. Os mesmos enfrentaram
problemas como demora ou impossibilidade em autorizar e marcar procedimentos
como consultas e exames; negativa de cobertura ou reembolso; alterações na rede
credenciada sem aviso, tanto em quantidade quanto em qualidade dos prestadores de
serviços; além de reajustes de faixa etária em desrespeito ao Estatuto do
Idoso.
Segundo a diretora do Procon, Nilza Amaral, os
consumidores que procuram o Instituto se sentem lesados por estarem em dia com
os planos e serem clientes há muitos anos, mas, quando precisam, têm de passar
por diversos empecilhos burocráticos.
"Os planos de saúde têm por obrigação garantir o
atendimento médico ao consumidor. Caso o cliente precise entrar em contato com
a operadora de plano de saúde por telefone, o mesmo deve solicitar o número do
protocolo da ligação, a fim de que possa comprovar o contato e a
solicitação", orienta Nilza.
Os consumidores que se sentirem lesados em alguma
ocorrência envolvendo planos de saúde podem formalizar a denúncia na Agência
Nacional de Saúde (ANS), pelo telefone 0800-611997. Se o problema não for
resolvido, o consumidor pode se dirigir aos órgãos de defesa do consumidor.
Ascom/Gea
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